Prepare o bolso: julho chega com aumentos, que penalizam os mais pobres, aponta FGV

O gás de cozinha (GLP) está mais caro a partir desta quinta-feira, quando o botijão de 13 quilos passa a valer R$ 23,10. No acumulado do ano, o GLP apresenta aumento de 5,2%, se comparado ao preço praticado em dezembro do ano passado.

A estatal informou que o reajuste ocorre devido à desvalorização do real frente ao dólar, que apenas entre março a junho foi de 16%, e ao reajuste de 22,9% do preço do GLP no mercado internacional no mesmo período.

Segundo a política iniciada em janeiro, o gás vendido em botijões é reajustado a cada três meses, de acordo com o governo, tentando suavizar o repasse ao consumidor. No caso de vasilhames maiores ou venda a granel, o reajuste é mensal.

O preço da gasolina também sofre alteração. A partir de hoje o aumento será de 0,9%, o sexto consecutivo desde 23 de junho.

O diesel permanece congelado como parte do acordo do governo para encerrar a greve dos caminhoneiros. Em contrapartida, a Petrobras será ressarcida com recursos do Tesouro pela diferença entre o valor de venda por suas refinarias e cotações internacionais.

Energia elétrica

A energia elétrica não sofreu aumento, mas, em julho, permanecerá tarifada com a bandeira vermelha no patamar 2 também – o que acarretará em uma cobrança extra de R$ 5 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A manutenção da tarifa extra foi definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), tendo por base a “manutenção das condições hidrológicas desfavoráveis e a tendência de redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional”.

Nos quatro primeiros meses do ano, vigorou a bandeira verde, o que não implicava em cobrança extra na conta de luz. Em maio, vigorou a bandeira tarifária amarela, em que há adicional de R$ 1 na conta de energia do consumidor a cada 100 kWh consumidos.

Inflação penaliza os mais pobres

Pressionada pela alta dos grupos Alimentação e Habitação, a inflação para as famílias de baixa renda, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), fechou o mês de junho com variação de 1,52%, alta de 0,92 ponto percentual em relação aos 0,60% da variação de março. Com esse resultado, o indicador acumula alta de 3,03% no ano e 3,59% nos últimos 12 meses.

Os números relativos ao IPC-C1 de junho foram divulgados hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre FGV) e indicam que a inflação para as famílias de baixa renda fechou junho com taxa acima da apurada para as famílias de maior renda.

O IPC-BR, que mede a variação de preços para as famílias com renda de até 33 salários mínimos, registrou em junho variação de 1,19%, resultado 0,40 ponto percentual superior à das famílias com renda de até 2,5 salários mínimos. Com o resultado de junho, o IPC-BR fechou os últimos 12 meses com alta de 4,43%, uma variação 0,84 ponto percentual acima da inflação para as famílias de menor renda.

BHAZ